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21 ago Tem uma nova geração aí!

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Tem uma nova geração arregaçando as mangas em todas as áreas, e eu estou falando muito mais em empenho e dedicação do que em indicação. Estou falando em trabalho e não em emprego. Estou falando em esperança, e não mais do mesmo. Tem uma nova geração criando asas e falando alto, e é preciso perceber e escutar. Tem uma nova geração querendo entrar!

 

Tem uma nova geração na educação. Quem diria, na educação! Tem uma nova geração recém-formada, emendando pós-graduações e mestrados, querendo ensinar. Tem uma nova geração sabendo passar! Tem uma nova geração sabendo melhor falar!

 

Tem uma nova geração na saúde também, basta observar. Tem uma nova geração cheia de gás na assistência, e na gestão do cuidar. Tem uma nova geração se escutando e sabendo melhor lidar. Tem uma nova geração vasculhando exatamente quais projetos se deve abraçar. Tem uma nova geração empenhada em diminuir os custos e a produção aumentar!

 

Tem uma nova geração também na política querendo lugar. Uma nova geração com um novo olhar. Uma nova geração querendo um espaço para melhor buscar. Uma nova geração querendo ser grande para liderar. Tem uma nova geração para Itabuna salvar. Sem dúvida alguma, a gente precisa apoiar!

 

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17 ago Profissão: motorista!

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Chega uma hora que alguns papéis se invertem um pouco na vida da gente. Muitos deles, na verdade. Um dos, para muita gente, é o papel de filho. Você vira um pouco “mãe-irmã-amiga-confidente-testemunha” dos pais, e ainda que os seus próprios afazeres do dia a dia ocupem sua mente e rotina, se fazer presente de alguma forma é inevitável. Até porque eles falam a mesma coisa duas, três vezes. Citei que a gente vira motorista? Ahhhh, a gente vira! Querendo, não querendo, reclamando, achando bom, o que a gente não consegue é dizer não, porque os apelos emocionais são fortíssimos. “Ahhh, minha irmã, eu era feliz quando dirigia!”, lamentam elas em voz alta, ao telefone, para que você escute láááá do seu quarto…

 

Leva ali, busca ali. Leva ali novamente, e fica de sobreaviso no celular, caso ela não tenha uma carona de volta. “Mainha, pega um taaaaaaxi, pelo amor de Jesus!” “Menina, eu esqueço dos taxis!”, com a maior cara lisa do mundo, no fundo querendo mesmo é aquela caroninha, malandramente providencial, no meio de uma tarde de trabalho. Ahhhh, as mães…

 

Nessas idas e vindas eu escuto é coisa. Tem dias que os meus próprios devaneios até me impedem de prestar atenção nos milhões de assuntos intermináveis, mas noutros, sou toda ouvidos. E, de vez em quanto, opinião nos bate-papos. Porque as mães idosas não andam sozinhas, claro. “Dá pra pegar fulana antes de ir?” E eu que negue!

 

Nove da noite, parto para buscá-la num encontro mensal com as amigas numa pizzaria. (Muito bom vê-la retomando sua rotina, devagarinho!). Para minha surpresa, vem apenas a mesma e mais uma. Sigo escutando. “Amanhã tem uma oração na casa de fulana!”, e eu já começo a entender a indireta diretíssima. Papo vai, papo vem, elas lamentam o comeciiiiiiiiiiiinho da ausência de uma das senhoras que frequenta as reuniões. “Mas também, MARIQUINHA* ESTÁ FICANDO VELHA, a gente entende!”. Lembrando da fisionomia de Mariquinha*, ouso perguntar: “Oh Minha Mãe, quantos anos Mariquinha* tem, pelo amor de Jesus?”. Respirou, disfarçou olhando uma moto que vinha na contramão, e falou baixinho, para que passasse desapercebido: “FEZ CENTO E UM!!!”.

15 ago Liberte-se aí, moça!

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Hoje eu vim falar de mim. Falar de afeto, de coração grande e de receptividade. Vim falar de sonhos, de alguns planos interrompidos e de amizade. Vim falar de amores descabidos, paixões platônicas e energia. Vim falar de sexto sentido, de faro apurado e de mensagens desaforadas no meio da noite depois de umas tacinhas de prosecco a mais. Vim de você, de nós. Vim falar da vida, afinal. Vim falar da gente, vim falar de gente! Vim falar para você!

 

Moça, esqueça essa mania de achar que a vida tá pegando no seu pé. Esqueça o drama no potinho de sorvete que você tomou domingo. Esqueça o número do telefone do ex na barra da saia da balada. Esqueça as redes sociais e saia pra ver o sol. Toma um banho de mar à noite. Toma um drik sozinha também. Toma um chopp com as amigas e uma taça de bom senso. Toma uma atitude. Esqueça as regras. Faz por você. Solta as amarras invisíveis que te prendem ao que você nem sabe exatamente o que é.

 

Esqueça as normas cordiais escritas de que a vida precisa fazer sentido demais, que você precisa racionalizar as escolhas, e que se qualquer coisa der errada a culpa é sua. O tempo que passa não volta, e passar ele todo remoendo os passos dados inebria o seu sorriso leve e o coração tranquilo. A gente está aqui para ser feliz. Bagunça o cabelo e se olha no espelho. Se olha por dentro!

 

Somos todas aprendizes, moça! Somos todas vulneráveis a homens de todas as espécies. Somos todas quentes em dias frios, e mornas em dias chuvosos. Somos todas manhosas e nos deixamos tocar facilmente por um cara que segura a nossa mão em meio à multidão. Somos todas meninas doces e mulheres guerreiras. Somos amantes efervescentes e filhas traquinas. Mas somos únicas também. O que mais nos diferencia umas das outras, é a capacidade que a gente tem de se permitir, apenas, ser o que se é! Liberte-se aí!

 

Hoje eu vim falar de mim. Falar de afeto, de coração grande e de receptividade. Vim falar de sonhos, de alguns planos interrompidos e de amizade. Vim falar de amores descabidos, paixões platônicas e energia. Vim falar de sexto sentido, de faro apurado e de mensag da noite depois de umas tacinhas de prosecco a mais. Vim de você, de nós. Vim falar da vida, afinal. Vim falar da gente, vim falar de gente! Vim falar para você!

 

* Do acervo pessoal, escrito em maio de 2016.

 

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