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11 ago Papo de Avião

Adoro viajar. Nem precisa ser minha amiga íntima pra perceber isso, ? Viajar é ver o mundo todo com os próprios olhos, e essa sensação definitivamente não tem preço. Entre ter uma mega fortuna construída a duras penas de viver no mesmo lugar o tempo todo, opto por conhecer o mundo e acumular uma imensa fortuna dentro de mim: novos costumes, grandiosos lugares e inúmeras pessoas. Adoro gente. Adoro escutar suas histórias, seus dramas e suas alegrias.
 
Em uma viagem recente, acabei fazendo inúmeras conexões por aeroportos do Nordeste. Nessas, sentei ao lado de uma jovem de cabelos castanhos, na altura dos ombros, que alternava entre observar o céu branquinho e um livro de poesias. Porém, estava aparentemente um pouco aérea. Não mais que eu, diga-se de passagem, já que tinha esquecido o livro dentro da mala e lido a revistinha gratuita do avião de todos os ângulos possíveis. “Oi, você está indo pra onde?”
 
Em dez minutos de prosa eu já sabia toda a sua vida: reside em Manaus desde que nasceu, mas estava voltando de umas férias na casa do namorado em Salvador. Suas primeiras férias na Bahia, com direito a conviver com a família dele pela primeira vez, desbravar a terra do axé pela primeira vez e, claro, experimentar o famoso acarajé. “Não gostei, mas fiquei boba como aquelas moças estão em todas as esquinas e em todas elas quase sempre filas enormes”, contou, sorrindo.
 
O Brasil é imenso e a diversidade cultural idem, mas uma coisa não se pode negar: o brasileiro é comunicativo. Se expressa com facilidade quando questionado, quando envolvido em um papo bacana. Nos dez minutos seguintes nós já estávamos trocando confidências sobre perspectivas profissionais, concursos públicos e relacionamentos à distância. “Se tiver que dar certo mesmo vai rolar um choque cultural, afinal estamos vivendo apenas de bons momentos, mas eu nem ando pensando nisso. Estou concluindo uma pós e vivendo”, deu de ombros a jovem de 26 anos.
 
Não sei seu nome, e confesso que não perguntei pra não ter a obrigação de procura-la nas redes sociais. Soube, desde sempre, que escreveria esse texto aqui, e não queria ficar inibida. Conhecer a história alheia nos dá, muitas vezes, uma forcinha para seguir a nossa. Compartilhar erros e acertos nos faz sentir humanos, gente. No fundo, todos nós passamos pelas mesmas coisas, e o que nos difere uns dos outros é a forma como encaramos isso tudo. Nossa reação para cada ação do outro e da vida. E aqui pra nós? Conhecer gente que pensa maior que o mundinho das aparências e das regras da vida nos ajuda a ampliar a alma! E, claro, o sorriso!

* Repost do meu acervo de crônicas.

10 ago Sobre não pertencer

Sou supersticiosa, sempre fui. Acredito no poder da mente, na força com que as coisas acontecem quando precisam acontecer, e nas voltas que o mundo dá de vez em quando, para nos (re) colocar no lugar certo. Daí que essa semana eu tava pensando muito sobre aquela coisinha de não pertencer a determinado comportamento ao redor, a algum lugar ou mesmo a alguém, quando você não tem NADA  a ver com ela. Daí que abri o Armário de Madame ainda láááá no domingo, e li as palavras que acabei me perguntando: “fui eu quem escrevi isso aqui?” Não foi, claro, mas vou colocar um trechinho que muito me identifiquei e que me fez refletir sobre muitas coisas. Ok, só hoje tô conseguindo postar, mas é que algumas coisas mudaram por aqui de uma hora para outra (e muitas ainda tendem a mudar), mas prometo não sumir tanto assim. “É sentar e esperar se acostumar que boa parte da vida adulta é composta por esse fechar de portas na esperança que outras janelas se abram.”

05 ago Pessoas interessantes se atraem

Pessoas gostam de pessoas. Pessoas inteligentes gostam de pessoas interessantes. E ser interessante não tem ligação alguma com coisas palpáveis. Longe disso, inclusive. Ser interessante é ter assunto. Muitos assuntos. Não deixar o papo esfriar. Mudar de assunto quando ele amornar. Questionar. Perguntar. Pessoas gostam de pessoas que se interessam por pessoas. “Olá” “Tudo bem?” e “Como você está?” não caem de moda! Não viram démodé nunca! Pessoas gostam de pessoas que se interessam pela vida. Delas, e de quem está ao seu redor. Pessoas gostam de atenção, carinho, cuidado. É clássico. Não existe mazela que não seja atenuada após um abraço de alguém, por exemplo! Ou um “Eu gosto de você!”. Banalizaram demais o “Eu Te Amo!”. A gente ama tanta coisa hoje em dia! Eu amo café, amo tomar um bom vinho, e uma roda cheia de pessoas bacanas conversando, por exemplo! Adoro escutar pessoas! Mas gostar, gostar mesmo, de verdade, vai se tornando mais seletivo. Vejam que inversão, né? A gente ama tanto, e no final das contas gosta mesmo de poucos. E pessoas gostam de pessoas que saibam exatamente do que gostam. Ou de quem gostam. Pessoas gostam de quem gosta de si mesmo também, mas na medidinha certa para não se tornar alguém sentimentalmente egoísta. Afinal, pessoas que gostam apenas de si também são um saco! Eu não consigo gostar de quem só gosta de si! Tem que rolar o meio-termo aí! Tem que dividir! No final das contas, pessoas gostam de pessoas que consigam enxergá-las! Que consigam lidar bem com elas! No amor, na amizade e na vida!

03 ago Comunicaçã é dinâmica!

Ontem eu também fiquei chocada com a cópia do instagram, imitando TODAS as funções do snapchat. Hoje, dois pontos de vista me movem para vir discutir o assunto. O primeiro deles é que, ainda que você seja considerado o melhor em qualquer área, a novidade incomoda. Eu não sou muito adepta da máxima “vamos copiar pra não perder espaço”, mas é preciso que as pessoas/empresas prestem atenção às inovações e tentem acompanhar de alguma forma mesmo, porque o mundo está girando muito rápido e se você não evoluir, estará fadado ao insucesso. Se até o Mark Zuckerberg, porque não você?

O outro sentimento que me move é o pensamento para com a comunicação tradicional, que vai descendo a ladeira a galopes. Colocar uma placa de outdoor nas ruas chama atenção, mas impactar pessoas vende muito mais. E pessoas gostam de pessoas, gostam de movimento, gostam de histórias, gostam de vida, por isso o snapchat cresceu tanto ao ponto de incomodar o cara que, pasmém, criou o facebook e comprou o instagram! Por isso o número cada vez maior de digital influencers dinâmicos e reais, também!

A modelo de passarela perdeu espaço para as blogguers de moda, e as sem sal ou açúcar estão perdendo espaço para as ditas “normais”. Não é inversão de valores, é a busca pela identificação e reconhecimento do público para com o produto/serviço. Thaynara OG, a mocinha que narrava a sua vida de solteira guerreira no snapchat e que hoje tem mais de 1 milhão de seguidores em uma única rede social, recentemente foi contratada por uma marca para alavancar as vendas de um produto que, dizem nos bastidores, uma atriz famosa da Rede Globo não estava “dando conta”. Quem diria, hein?!

Ainda que exista muita baboseira no meio disso tudo, é coerente que a gente perceba o quão dinâmico o mundo se tornou, e aprenda a usar da melhor forma. O mundo pede comunicação em TODAS as áreas, e ela evolui diariamente. Se os empresários estão achando que hoje basta ter um site moderninho na rede, estão muito enganados. Atrair, impactar e fidelizar está cada dia mais difícil e pedindo mais criatividade e inovações. Ainda hoje recebi um email/convite de um encontro nacional com “jovens revolucionários” de diversas áreas em SP, com a presença de um dos mais mais da publicidade, Nizan Guanaes. Foi-se o tempo em que eu ficava pensando que aquela turma era privilegiada por poder aprender com ele. Ele mesmo já andou declarando por aí que é preciso, agora, acompanhar as tendências e a perspicácia dos mais novos. Efeitos da globalização, do poder da internet e de uma geração que até parece que já nasce sabendo. Os inteligentes criam, os sábios acompanham, e os inertes criticam…

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