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14 jul A minha vida nunca mudou

Temos o péssimo hábito de negar elogios. “Que roupa linda”, aí a gente se apressa em justificar que foi baratinha. Já repararam isso? Pois bem! É preciso se policiar para aceitar os elogios, as coisas boas. (Crítica não! Crítica só de quem caminha ao nosso lado e nos dá a mão nos momentos difíceis!)

Ontem um amigo me disse “está estampado na sua testa que você está vivendo a melhor fase da sua vida”. Concordei, e fiquei matutando desde então. A melhor fase das nossas vidas independe de beleza, do melhor emprego ou de estar com quem a gente gostaria de estar (pula essa paaaarte, Brasil!). A melhor fase das nossas vidas está dentro da gente, diariamente. As negações do que temos de bom, ou a péssima mania de reclamar é que muitas vezes nos impede de vivê-la!

Há uns meses, lembro que acordei tooooda serelepe e lá para 11h da manhã recebi uma bomba em formato de telefonema. Na lata. Fiquei meio zonza com as notícias, desliguei e devo ter passado uns 30 minutos pensando naquilo tudo que tinha acabado de escutar. Pois bem! Láaaa pra 17h, quando tirei o celular da bolsa tinham DEZESSETE ligações da messssma pessoa. Lembro que olhei o grupo da família no WhatsApp, vi que tava tudo ok e retornei a ligação. Uma porrada de perguntas: “Você tá bem? Tava chorando? Tá chateada? O que houve?” Dei risadas e respondi: “Vi que o que eu tinha para fazer hoje poderia ser feito amanhã, coloquei o celular no silencioso e passei a tarde no cinema!”

Nós não podemos controlar o que acontece na nossa vida, mas podemos (ao menos tentar) controlar a forma como reagimos a ela! A minha vida nunca mudou! Depois de tantas perdas, falhas, conquistas, dias bons e ruins, fui EU QUE MUDEI!!!

12 jul Pra não dizer que não falei de amor…

Por muito tempo fiz da vida um conto de fadas. E das companhias, ou das possíveis companhias, um complemento da alma. Tolinha que eu fui, ou era, afinal, não há gente grande (ou até pequena) que preencha um espaço que é seu. Intransferível e personalíssimo, incapaz de ser colo alheio quando sequer está em paz.

Por muito tempo fiz do amor um resgate. Uma colaboração para algo. Um remendo da alma. E ainda que ele tenha lá as suas maravilhosas funções nas nossas vidas, seres humanos tão falhos e carentes, a verdade é que o amor não salva. Ele até cura, mas não liberta. Ele até nos melhora, mas não nos trata totalmente. O amor serve para que a gente resgate o que já está dentro de cada um de nós, e é no melindre das alternativas que encontra, que ele pode dar certo ou não.

Por muito tempo, farei do amor, a partir de agora, aconchego. Caminho. Descoberta. (Re) descoberta. Pontilhado de reticências independentes. O amor, ele não pode custar a nossa paz. Ele pode, e deve, fazer parte dela. Tocar em frente de mãos dadas. Só se ama alguém, em sua verdadeira essência, quando se é capaz de amar a si próprio, com outrem ou não. Por muito tempo, ousei fingir não perceber…

10 jul Desafeto canino

 

Desde que o mundo é mundo os desafetos políticos existem. Não precisa ser expert no assunto para sacar que todo mundo quer estar certo nas suas convicções e opiniões. E há alguns anos, até por imaturidade mesmo, eu tinha pensamentos bem mais radicais que hoje. E textos também. E nessas, colecionei alguns probleminhas e rusgas, principalmente quando escrevia regularmente no site Pimenta. (Quem nunca, né, meus amigos?) Mas o tempo está aí mostrando quem é quem e nos dando a oportunidade de refazer alguns laços.

Há alguns dias, tive a honra de poder conversar melhor com um desses ‘ex-desafetos’. Fomos cordiais nas palavras, trocamos alguns elogios e nos pedimos desculpas. #SouDessasGraçasaDeus. Daí que ele vem me contar uma passagem que jamais recordo: “Manu, sabe qual foi a minha maior raiva? Você sabia que eu respondia a todos os seus artigos, e numa determinada situação veio no meu face e escreveu uma piadinha. Só que você não me respondeu com o seu perfil, e sim com o perfil DO CACHORRO DA SUA FAMÍLIA…

Mas gente, se eu tiver uma filha como eu, num vô dá conta não!!!

04 jul Perder-se também é caminho

É julho de 2017. O tempo tem passado numa velocidade absurda. Nem de longe, no comecinho deste ano, imaginei tudo o que me aconteceria até aqui. A gente nunca sabe, na verdade, mas confia que tudo há sempre de dar certo. E ainda que algumas coisas não saiam como imaginamos, ter Fé é acreditar que saiu tudo conforme Deus quis, para nos levar ao melhor caminho que ele pôde sonhar. A verdade é que somos os donos dos passos, mas o destino é Ele quem traça.

Metade de um ano. Metade de mais um ano. O que eu fiz, o que deixei de fazer, o que eu poderia ter feito melhor, pertence a mim. A maturidade foi chegando de mansinho e acalmando aquela necessidade de fazer da vida um diário. Por vezes até me assusto, noutras, sei que assusto quem caminha comigo, mas em todas elas tenho estado em paz. Perder o rumo e se perder de vez em quando é bom. De alguma forma, o que estamos procurando também está procurando por nós. E uma hora tudo se encaixa…

22 jun É a fé que nos mantém de pé

 

Aos dez anos a gente brinca de viver. Aos vinte a gente vive meio brincando. Aos trinta a gente se faz perguntas, busca respostas, enfrenta desafios que jamais imaginou, bate de frente com um mundo mais cruel, sente as dores do tempo e dos acontecimentos na alma, mas segue! Só segue!

E nos dias ruins a vontade é voltar pro colo da mamãe e dizer “tem lugar aí?”. Mas até a mamãe já mudou de posição na vida, e é ela quem hoje busca colo, quase sempre. “Crescer dói”, li um dia, e sempre me lembro disso, mesmo que às vezes desdenhando ou desafiando o destino. Talvez o meu maior problema seja justamente desafiar meus próprios caminhos, e vez ou outra me sentir cansada com as minhas próprias escolhas. Quem vai saber?! Quem vai explicar?!

Onde aperto para dar tudo certo, sempre? Com quem falo? Vai no grito ou no choro? Na manha, todas as manhãs? Ahhh, que bom seria se nada fugisse do nosso controle, se todas as pessoas nos compreendessem, ou se nós mesmos não dificultássemos o vai e vem das ondas do nosso mar! Parece que somos aquele marinheiro que trava uma luta contra o vento para ficar de pé, e que no fundo morre de inveja de quem opta por andar sempre com os pés na areia, em terras mais firmes. Aqui para nós? De todas as certezas, a que fica é que só a oração é capaz de salvar! E de cuidar!

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