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04 jul Perder-se também é caminho

É julho de 2017. O tempo tem passado numa velocidade absurda. Nem de longe, no comecinho deste ano, imaginei tudo o que me aconteceria até aqui. A gente nunca sabe, na verdade, mas confia que tudo há sempre de dar certo. E ainda que algumas coisas não saiam como imaginamos, ter Fé é acreditar que saiu tudo conforme Deus quis, para nos levar ao melhor caminho que ele pôde sonhar. A verdade é que somos os donos dos passos, mas o destino é Ele quem traça.

Metade de um ano. Metade de mais um ano. O que eu fiz, o que deixei de fazer, o que eu poderia ter feito melhor, pertence a mim. A maturidade foi chegando de mansinho e acalmando aquela necessidade de fazer da vida um diário. Por vezes até me assusto, noutras, sei que assusto quem caminha comigo, mas em todas elas tenho estado em paz. Perder o rumo e se perder de vez em quando é bom. De alguma forma, o que estamos procurando também está procurando por nós. E uma hora tudo se encaixa…

22 jun É a fé que nos mantém de pé

 

Aos dez anos a gente brinca de viver. Aos vinte a gente vive meio brincando. Aos trinta a gente se faz perguntas, busca respostas, enfrenta desafios que jamais imaginou, bate de frente com um mundo mais cruel, sente as dores do tempo e dos acontecimentos na alma, mas segue! Só segue!

E nos dias ruins a vontade é voltar pro colo da mamãe e dizer “tem lugar aí?”. Mas até a mamãe já mudou de posição na vida, e é ela quem hoje busca colo, quase sempre. “Crescer dói”, li um dia, e sempre me lembro disso, mesmo que às vezes desdenhando ou desafiando o destino. Talvez o meu maior problema seja justamente desafiar meus próprios caminhos, e vez ou outra me sentir cansada com as minhas próprias escolhas. Quem vai saber?! Quem vai explicar?!

Onde aperto para dar tudo certo, sempre? Com quem falo? Vai no grito ou no choro? Na manha, todas as manhãs? Ahhh, que bom seria se nada fugisse do nosso controle, se todas as pessoas nos compreendessem, ou se nós mesmos não dificultássemos o vai e vem das ondas do nosso mar! Parece que somos aquele marinheiro que trava uma luta contra o vento para ficar de pé, e que no fundo morre de inveja de quem opta por andar sempre com os pés na areia, em terras mais firmes. Aqui para nós? De todas as certezas, a que fica é que só a oração é capaz de salvar! E de cuidar!

05 jun Não há nada de errado em sermos quem a gente quer ser



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Eu poderia começar este texto dizendo que a culpa é das redes sociais, que nos apresenta pessoas perfeitinhas diariamente para seguir. Ou que a culpa está na nossa criação e na satisfação velada que a gente acaba tendo que prestar à nossa família. Ou nas convenções sociais que o mundo nos impõe diariamente e até nos astros, mas prefiro começar sendo apenas mais uma pessoa no mundo que não tem as coisas 100% definidas na vida, na mente e no coração, e que tem tentado não se culpar por isso.

 

A verdade é que ninguém vive a nossa vida ou sabe exatamente o que estamos sentindo. Inúmeras vezes estamos rodeados de pessoas e nos sentimos sozinhos. Em outras, estamos sozinhos tomando um sorvete na padaria da esquina e nos sentindo a pessoa mais completa do mundo. Ou vice-versa. Talvez a vida seja uma estação de trem lotada onde as mesmas pessoas pegam os mesmos destinos todos os dias, no mesmo horário, e se sentam nos mesmos lugares, mas que ninguém consegue saber exatamente o que está movendo cada um ali.

 

Se tem uma coisa que eu aprendi é que felicidade e satisfação são sentimentos individuais. Nem todos as pessoas casadas ou que estejam namorando estão felizes, por exemplo, assim como nem todos as pessoas solteiras estão se sentindo, de fato, solitárias. E assim segue o bonde. “Não sei se caso ou se compro uma bicicleta” é um clichê que, apesar de surreal em sua literalidade, faz um sentido enorme na vida da maioria ao nosso redor, basta saber observar. Alguns expõem suas dívidas e angústias, outros abafam. Muitos disfarçam bem.

 

A cada dia que passa, mais e mais pessoas têm buscado se encontrar de alguma forma, e é justamente por isso que os consultórios de psicologia e psiquiatria estão em total ascensão, e quase todos abarrotados de pacientes. “Máscara pesa”, escutei um dia, e ouso completar: quando pesada, dói muito mais em quem está usando, que no dedinho mindinho de quem está ao lado e tenta aparar!

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