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13 set Desculpe o transtorno, preciso falar do Gregorio

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Conheci você na internet. Acompanho suas opiniões, embora não concorde com todas. Li o seu texto sobre a Clarice. O texto sobre o amor que os uniu, ainda que por um tempo. Não chorei, como boa parte da mulherada que sigo no twitter e no face. Nem lamentei o término do seu relacionamento com a Clarice, caso a sua intenção velada seja comovê-la de alguma forma. Também não fiquei curiosíssima sobre o filme, caso suas belas palavras seja promovê-lo. Eu apenas suspirei profundamente, devagarinho, tendo a grata certeza de que eu não estou errada: amar vale à pena, e ainda existem homens que também pensam assim espalhados pelo mundo!

Aos 35 anos a gente se permite errar, acertar, rever, ir, voltar, mudar de opinião, terminar relacionamentos mornos, virar o jogo e virar a mesa quantas vezes forem necessárias. O que a gente não se permite mais é ficar infeliz! Estar infeliz! A conta é simples: para cada dia vivido de forma errônea, um dia a menos de felicidade! Permita-me uma dose generosa de sensatez absoluta: desamor não orna nas páginas da minha história de vida! Pelo jeito, na sua também não!

Eu morro um pouquinho por dentro quando assisto a essa dança das cadeiras ensandecida a que muita gente se permite para não estar só. E morro mais um pouquinho quando vejo ou escuto os “garotões” da minha idade enchendo o peito para narrar suas aventuras quantitativas, sem sensibilidade alguma. Dias bons ao lado de pessoas interessantes virou utopia para as sonhadoras como esta que vos escreve, mas apenas na mente tacanha dos desacreditados. “Amor de verdade não existe mais”, escutei dia desses, de uma amiga. Não discuti. Experiência é algo individual, e nem todas são para todos os ouvidos.

Sabe, Gregorio, talvez você nunca leia o meu texto, mas eu gostaria muito que você não escrevesse sobre o motivo que os fez terminar. Não satisfaça a curiosidade alheia, jogando no chão um sentimento que foi tão bonito. Amor dos bons existe para que a gente guarde para sempre e o tenha como parâmetro para não se envolver em algo menor do que a gente quer ou merece. Alguns viram músicas, outros viram filme, e alguns viram textões na internet. E se alguém te chamar louco, ou sonhador, sorria e siga, apenas. E se entregue ao próximo. Aqui para nós, AMOR é sentimento vital e exclusivo dos corajosos. Ah, já ia me esquecendo: há alguns anos eu tatuei a palavra CORAGEM no corpo…

08 set Defeitinhos personalíssimos

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Quando a gente entrelaça a vida na vida de alguém a gente perde um pouco as rédeas. E para completar esse jogo sólido de sentimentalidades, a gente também não sabe muito bem ‘o que vem’ de lá. Por vezes somos imensamente felizes, noutras apenas contentes, e algumas delas (quem nunca?!), a gente só deixa rolar para passar o tempo mesmo. E quer saber? Que coisa chata essa mania humanamente impossível de querer entender sempre!

 

A vida é uma eterna criança buscando aconchego, e os sentimentos, no fundo, um tanto rebeldes. “Se faz sentir, faz sentido”, li por aí. É isso, moça! Repete, repete muito! Mantra! Fórmula do sucesso, como dois e dois são cinco, e quem é que pode, em pleno século XXI, julgar alguém por seus excessos?

 

Adoro os defeitinhos da minha personalidade. Não sou fácil. Sei que não sou. Mas não sou falsa também. Tenho uma agonia intensa com hipocrisia, e talvez venha daí a minha facilidade em pedir desculpas. Rever posturas. Voltar atrás. Escutar melhor. Me (re) convencer de algo. Não tenho vergonha dos meus recuos na trajetória da vida. Vergonha é caminhar com os pés latejando, onde não lhe cabe. Tropeçar nos próprios desafetos.

 

Adoro meus defeitinhos personalíssimos e os encaro de frente pro espelho quase sempre, inclusive de olhos fechados. Doer, dói, mas nada que uma boa dose de bom senso não resolva. Não há perfeição neste ambiente chamado Terra, e se houver, um dia, que eu não tome mesmo conhecimento. Tudo o que não é passível de equívocos entedia. Todos, também…

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