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15 ago Liberte-se aí, moça!

DCIM100GOPRO

 

Hoje eu vim falar de mim. Falar de afeto, de coração grande e de receptividade. Vim falar de sonhos, de alguns planos interrompidos e de amizade. Vim falar de amores descabidos, paixões platônicas e energia. Vim falar de sexto sentido, de faro apurado e de mensagens desaforadas no meio da noite depois de umas tacinhas de prosecco a mais. Vim de você, de nós. Vim falar da vida, afinal. Vim falar da gente, vim falar de gente! Vim falar para você!

 

Moça, esqueça essa mania de achar que a vida tá pegando no seu pé. Esqueça o drama no potinho de sorvete que você tomou domingo. Esqueça o número do telefone do ex na barra da saia da balada. Esqueça as redes sociais e saia pra ver o sol. Toma um banho de mar à noite. Toma um drik sozinha também. Toma um chopp com as amigas e uma taça de bom senso. Toma uma atitude. Esqueça as regras. Faz por você. Solta as amarras invisíveis que te prendem ao que você nem sabe exatamente o que é.

 

Esqueça as normas cordiais escritas de que a vida precisa fazer sentido demais, que você precisa racionalizar as escolhas, e que se qualquer coisa der errada a culpa é sua. O tempo que passa não volta, e passar ele todo remoendo os passos dados inebria o seu sorriso leve e o coração tranquilo. A gente está aqui para ser feliz. Bagunça o cabelo e se olha no espelho. Se olha por dentro!

 

Somos todas aprendizes, moça! Somos todas vulneráveis a homens de todas as espécies. Somos todas quentes em dias frios, e mornas em dias chuvosos. Somos todas manhosas e nos deixamos tocar facilmente por um cara que segura a nossa mão em meio à multidão. Somos todas meninas doces e mulheres guerreiras. Somos amantes efervescentes e filhas traquinas. Mas somos únicas também. O que mais nos diferencia umas das outras, é a capacidade que a gente tem de se permitir, apenas, ser o que se é! Liberte-se aí!

 

Hoje eu vim falar de mim. Falar de afeto, de coração grande e de receptividade. Vim falar de sonhos, de alguns planos interrompidos e de amizade. Vim falar de amores descabidos, paixões platônicas e energia. Vim falar de sexto sentido, de faro apurado e de mensag da noite depois de umas tacinhas de prosecco a mais. Vim de você, de nós. Vim falar da vida, afinal. Vim falar da gente, vim falar de gente! Vim falar para você!

 

* Do acervo pessoal, escrito em maio de 2016.

 

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11 ago Papo de Avião

Adoro viajar. Nem precisa ser minha amiga íntima pra perceber isso, ? Viajar é ver o mundo todo com os próprios olhos, e essa sensação definitivamente não tem preço. Entre ter uma mega fortuna construída a duras penas de viver no mesmo lugar o tempo todo, opto por conhecer o mundo e acumular uma imensa fortuna dentro de mim: novos costumes, grandiosos lugares e inúmeras pessoas. Adoro gente. Adoro escutar suas histórias, seus dramas e suas alegrias.
 
Em uma viagem recente, acabei fazendo inúmeras conexões por aeroportos do Nordeste. Nessas, sentei ao lado de uma jovem de cabelos castanhos, na altura dos ombros, que alternava entre observar o céu branquinho e um livro de poesias. Porém, estava aparentemente um pouco aérea. Não mais que eu, diga-se de passagem, já que tinha esquecido o livro dentro da mala e lido a revistinha gratuita do avião de todos os ângulos possíveis. “Oi, você está indo pra onde?”
 
Em dez minutos de prosa eu já sabia toda a sua vida: reside em Manaus desde que nasceu, mas estava voltando de umas férias na casa do namorado em Salvador. Suas primeiras férias na Bahia, com direito a conviver com a família dele pela primeira vez, desbravar a terra do axé pela primeira vez e, claro, experimentar o famoso acarajé. “Não gostei, mas fiquei boba como aquelas moças estão em todas as esquinas e em todas elas quase sempre filas enormes”, contou, sorrindo.
 
O Brasil é imenso e a diversidade cultural idem, mas uma coisa não se pode negar: o brasileiro é comunicativo. Se expressa com facilidade quando questionado, quando envolvido em um papo bacana. Nos dez minutos seguintes nós já estávamos trocando confidências sobre perspectivas profissionais, concursos públicos e relacionamentos à distância. “Se tiver que dar certo mesmo vai rolar um choque cultural, afinal estamos vivendo apenas de bons momentos, mas eu nem ando pensando nisso. Estou concluindo uma pós e vivendo”, deu de ombros a jovem de 26 anos.
 
Não sei seu nome, e confesso que não perguntei pra não ter a obrigação de procura-la nas redes sociais. Soube, desde sempre, que escreveria esse texto aqui, e não queria ficar inibida. Conhecer a história alheia nos dá, muitas vezes, uma forcinha para seguir a nossa. Compartilhar erros e acertos nos faz sentir humanos, gente. No fundo, todos nós passamos pelas mesmas coisas, e o que nos difere uns dos outros é a forma como encaramos isso tudo. Nossa reação para cada ação do outro e da vida. E aqui pra nós? Conhecer gente que pensa maior que o mundinho das aparências e das regras da vida nos ajuda a ampliar a alma! E, claro, o sorriso!

* Repost do meu acervo de crônicas.

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